Se me procuras no olhar de uma criança, no sorriso de um idoso, na inocência de um animal, na simplicidade da natureza, no gesto de doação, na benevolência do perdão, nas páginas de um livro, na letra de uma música, no roteiro de um filme, nas poesias, nos textos de escritores que admiro, nos meus estudos, nas minhas pesquisas, nos meus desabafos, nas mal traçadas linhas que insisto em escrever... é ai que me encontras e é o que encontrarás por aqui, pois me encontro no que acredito...
Enquanto eu tiver perguntas e não houver respostas... continuarei a escrever (Clarice Lispector)

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Seja você também um beija-flor, faça a sua parte!

Sempre tive muita curiosidade na parábola do beija-flor, onde depois de um incêndio na floresta, apavorados, todos os animais trataram de fugir o mais rápido que possível para um local seguro.
Todos, menos um pequeno beija-flor que começou a voar até o rio e, em inúmeras vezes, ele ia e voltava com o bico cheio de água e jogava sobre o fogo que se alastrava cada vez mais.
Até que o tido como Rei das Selvas – o Leão – zombateiramente perguntou o que aquele pequeno pássaro estava fazendo:
-Mas o que você acha que vai conseguir com esse biquinho tão pequeno? isso não é nada perto de um fogaréu tão grande rapaz.
No que o beija-flor lhe responde:
- Posso ter o bico pequeno e não conseguir apagar esse fogo sozinho ,mas estou fazendo a minha parte.
Refletindo sobre isso, acho que devemos ser como o beija-flor independente da situação, façamos sempre a nossa parte, não importa se dará ou não resultados, o que importa é que seu coração estará leve por saber que você ao menos tentou.
E trazendo isso para dentro do doloroso problema que é a Fibromialgia e as dores crônicas, resolvi então ser um beija-flor, e como o beija-flor, farei a minha parte, insistentemente estarei a escrever, divulgar, difundir, promover a onde eu puder e tiver oportunidade, o quão dolorosa e desconhecida da população é a fibromialgia.
Não me é garantido que obterei resultados, mas eu ao menos não cruzei os braços, eu saberei que ao menos pude levar as pessoas um pouco mais de conhecimento a respeito e sendo bem otimista com essa sociedade que nos é apresentada hoje, prefiro crer que seja por desinformação que tantas pessoas são indiferentes a essa doença.
Não é por fraqueza ou preguiça que os pacientes que sofrem com dores crônicas muitas vezes se abatem e se entregam, é desestimulante se ver em meio a uma sociedade que ainda descrimina doença, é desprezador ver que até mesmo alguns médicos fazem cara feia quando o assunto é fibromialgia, é desesperador ver que se é sujeito a políticos que visam só os benefícios próprios e colocam mil e um empecilhos para aprovar uma petição justa e igualitária pela causa dos fibromiálgicos.
Aprendi nos bancos da faculdade que o jornalismo detém o 4º poder no sentido de divulgar e informar, de ser formador de opiniões e detentor da facilidade da escrita, farei então usufruto desse poder, de modo que insistentemente eu consiga de alguma forma me fazer ouvir e o meu grito será em favor de direitos mais justos aos pacientes como: acesso à aposentadoria por incapacidade, a medicação gratuita fornecida pelo SUS e acesso à tratamento médico e complementar dignos.

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