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domingo, 1 de maio de 2011

Fibromialgia, invisível só pra quem não sente!

Fibromialgia, quando a dor e a fadiga se tornam companheiras de todos os dias.

A fibromialgia é a uma doença dolorosa generalizada e crônica. É considerada uma síndrome porque além de manifestações clínicas como dor, o paciente ainda sofre com fadiga, indisposição, distúrbios do sono, trauma ou lesões físicas em nervos e medula, infecções virais, anormalidades no sistema nervoso autônomo, lesões musculares e estresse psicológico, além da tendência a estados depressivos.
Tender Points, pontos que podem diagnosticar a Fibromialgia
A doença revela-se com dores localizadas em vários pontos do corpo os chamados Tender Point. Há 18 deles pré-determinados no corpo, se 11 estiverem dolorido a doença é diagnosticada, as dores nesses pontos surgem espontaneamente, ou aparecendo por simples compressão local. Esses pontos musculares são os mais sensíveis e essa sensibilidade pode variar de paciente para paciente, onde alguns pontos são mais sensíveis que outros. Eles podem doer, inclusive com o descanso demorado, após a prática de algum exercício físico, durante a noite descontinuando o sono, ou mesmo em situações de tensão e angústia.
A fibromialgia é muito mais comum entre as mulheres e afeta em torno de 5% da população. É uma doença que inflige grande sofrimento físico e emocional, prejudicando o desempenho no trabalho e na vida social. Apesar dos sintomas variarem, com períodos de maior e menor dor, eles nunca desaparecerem por completo.
Os sintomas podem variar, dependendo do clima, emocional, estresse, atividades físicas ou até mesmo período do dia. E entre os sintomas mais comuns encontraremos a dor difusa, a dor é a principal característica da fibromialgia e pode persistir por meses. A dificuldade de movimento, frequentemente a dor é acompanhada por dificuldade de movimentar a região afetada, causando uma restrição do movimento completo. A fadiga, uma sensação de cansaço crônico, como se o corpo não estivesse completamente repousado. Insônia ou sono não reparador, os distúrbios do sono estão fortemente relacionados com a sensação de fadiga e cansaço, pois os fibromiálgicos precisam de um sono restaurador. Intestino irritável, constipação, diarreia, dor abdominal e gases são comuns em pacientes com fibromialgia. Dor de cabeça e na face, a fibromialgia leva a cefaleia e dor facial, além de tensões na nuca e ombros. Uma disfunção temporomandibular, que afeta a mandíbula e os músculos próximos também nos pacientes e a sensibilidade aumentada ou intolerância a ruído, toque, luz ou odor.
Ainda hoje as pessoas que apresentam dor generalizada e uma série de queixas mal definidas não são levadas muito a sério. Por vezes problemas emocionais são considerados como o fator determinante desse quadro ou então um diagnóstico nebuloso de “fibrosite” é estabelecido. Isso porque acredita-se que haja o envolvimento de um processo inflamatório muscular, daí a terminação “ite”.
Embora tenham nomenclaturas semelhantes Fibromialgia e Fibrosite, são doenças diferentes. A Fibrosite é um termo que tem sido aplicado a um complexo sintomático pouco definido que é caracterizado pela dor e pela rigidez em diversas áreas, mais comumente no pescoço, na cintura escapular e na face posterior do tronco.
Já a fibromialgia pode ser considerada uma forma de reumatismo associada à sensibilidade do indivíduo frente a um estímulo doloroso. Cabe usar o termo reumatismo devido o fato de que a fibromialgia envolver músculos, tendões e ligamentos. Porém, é importante salientar que a fibromialgia não é uma doença progressiva, nem letal. O diagnóstico correto, tratamento adequado e suporte podem melhorar em muito os sintomas desta doença, garantindo saúde e qualidade de vida.
Apesar da fibromialgia não ser uma doença fatal, ou seja, que leve a morte, seus prejuízos são enormes. A fibromialgia leva a uma deterioração do estado físico e psicológico, que pode desencadear outras doenças ou prejudicar o tratamento de doenças existentes que pode e prejudica não só a qualidade de vida como principalmente o desempenho profissional, havendo casos onde o paciente precise abandonar suas atividades, motivos esses que plenamente justificam o fato de que o paciente precisa ser levado a sério em suas queixas.
A partir da década de 80 pesquisadores do mundo inteiro têm se interessado pela fibromialgia.
Mas seu diagnóstico ainda hoje é difícil, pois não existe um exame laboratorial específico. O que faz com que muitos pacientes e médicos a denomine como uma doença invisível. Na maioria das vezes o paciente portador de fibromialgia já passou por diversos consultórios e realizou diversos exames que não chegaram a nenhum resultado que explicasse os sintomas. E como não existem exames complementares que comprovem ou por si só confirmem o diagnóstico, a experiência clínica do profissional que avalia o paciente com fibromialgia é fundamental para o sucesso do tratamento e a principal causa de más interpretações e diagnósticos equivocado por parte de muitos médicos é a falta de conhecimento a respeito da severidade dessa doença.
Não é raro o desconhecimento também de grande maioria da população com relação à fibromialgia, suas causas, sintomas e consequências, e isso leva a descriminação e preconceito de pessoas que não entendem e desconhecem a doença, ao ponto de julgarem os pacientes com fibromiálgicos, acusarem de fazer “corpo mole” diante do trabalho, ou mesmo tacharem de vagabundos, fato que torna a doença ainda mais dolorosa para os pacientes.
Alguns estudos foram publicados, inclusive critérios que auxiliam na análise dessa síndrome, diferenciando-a de outras condições que acarretem dor muscular ou óssea. Esses critérios valorizam a questão da dor generalizada por um período maior que três meses e a presença dos tender points.
Diferentes fatores, isolados ou combinados, podem favorecer as manifestações da fibromialgia, dentre eles doenças graves, traumas emocionais ou físicos e mudanças hormonais. Assim sendo, uma infecção, um episódio de gripe ou um acidente de carro, podem estimular o aparecimento dessa síndrome. Por outro lado, os sintomas de fibromialgia podem provocar alterações no humor e diminuição da atividade física, o que agrava a condição de dor.
Não é um fato desconhecido que muitos pacientes com fibromialgia sofrem de distúrbios de humor, especialmente depressão. Alguns estudos já mostram que 30 a 40% dos pacientes apresentam depressão logo após constatarem a doença e que quase 60% no decorrer das suas vidas. Também a influência da depressão na percepção da dor é bem reconhecida – instintivamente sentimos que um paciente com depressão queixa-se mais de dor. Com métodos mais refinados de avaliação do processamento da dor no sistema nervoso central pode-se avaliar em que locais do encéfalo a depressão está atuando.
A presença de sintomas depressivos ou mesmo o diagnóstico de depressão maior não tem correlação com os níveis de dor. Porém, a presença de depressão esteve associada com a ativação de áreas relacionadas com o processamento afetivo-motivacional da dor. Estes dados sugerem que existem organizações paralelas e de alguma maneira independentes de processamento da dor nas suas características sensoriais e afetivas. Isto implica que o tratamento da depressão não necessariamente terá um impacto na dimensão da dor, mas sim no aspecto da emoção relacionada a ela.
O tratamento idealmente é feito com uma equipe multidisciplinar, um reumatologista, um fisioterapeuta e um psicólogo ou psiquiatra são alguns dos médicos que devem acompanhar o tratamento dos pacientes com fibromialgia.
Exercícios físicos aeróbicos e musculação melhoram a qualidade de vida e diminuem a intensidade das dores. Também é de tamanha importância evitar álcool, cigarros e cafeína.
Inúmeras drogas podem ser usadas como analgésicos, anti-inflamatórios, antidepressivos e os neuromoduladores. Drogas que ajudam a dormir também são importantes, já que uma das teorias atuais é de que problemas relacionados ao sono podem colaborar com o aparecimento da fibromialgia.
 Já existe uma petição pública formulada por um grupo de pacientes que pede o reconhecimento da fibromialgia como uma doença crônica e incapacitante que impõe limitações, tanto na vida profissional como na vida privada, onde então os pacientes com fibromialgia poderiam entrar com pedidos de aposentadoria por incapacidade, a petição consta no site petição pública e aguarda aprovação.


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